quinta-feira, 18 de julho de 2013

Acusação de José Júnior contra Marcos Pereira e ligação com incêndio não tem fundamento: ‘O pastor não tem dom da telepatia’, diz advogado

Jóse Junior
O pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) está preso e responde a dois processos de estupro de fieis de sua igreja. A acusação de José Júnior contra o pastor no caso do incêndio entra no rol de denúncias que se iniciaram em 2012, depois de um desentendimento entre os dois.

José Júnior e Marcos Pereira trabalhavam juntos para a ressocialização de detentos e retirada de pessoas do crime. Entretanto, no ano passado a relação se rompeu, com José Júnior acusando o pastor de querer matá-lo, ter envolvimento no tráfico, entre outros. A partir daí surgiram as denúncias de estupro, o que levou à prisão do líder religioso em maio deste ano.
José Júnior alega que integrantes da AfroReggae vêm sofrendo ameaças e que o incêndio não é coincidência.
“Nada disso é coincidência. Tudo faz parte de uma estratégia do pastor de nos atingir”, afirmou.
O advogado do pastor Marcos, Marcelo Patrício vê as acusações de José Júnior como sem fundamento e diz que é impossível que ele tenha orquestrado o incêndio.
“Somente na semana passada que o pastor passou a receber a visita da filha e da irmã. Como a gente não acreditava que ele ficaria muito tempo preso, elas demoraram a pedir a autorização para visitá-lo na cadeia. Até então, ele só recebia os advogados.”
“O pastor não tem o dom da telepatia”, ironizou.
Marcelo ironizou mais uma vez, dizendo que daqui a pouco José Júnior vai responsabilizar o pastor de ter orquestrado até os ataques de 11 de setembro de 2011 nos Estados Unidos, que derrubaram as torres do World Trade Center.
De acordo com a Polícia Civil, um suspeito do incêndio foi preso em flagrante. Wagner Moraes da Silva, 20 anos, teve 30% de seu corpo queimado no incêndio e foi levado ao hospital. Os integrantes acreditam que ele tenha envolvimento na causa do incêndio. Segundo eles, o moço é desconhecido deles e dos moradores da região.
Entretanto, Wagner defende que entrou no local para ajudar a apagar o incêndio e se queimou. O delegado Reginaldo Guilherme afirma ele não tem antecedentes criminais, mas que vai investigar uma possível ligação do incidente com o pastor ou com o tráfico.
Segundo o delegado, do lado de fora do imóvel televisão, cafeteira, e outros objetos foram furtados da redação do jornal que ficava no terceiro andar.
“Também achamos uma lata de combustível no local. Por isso, achamos que o incêndio foi criminoso, e o rapaz ferido é o principal suspeito.”