Uma reportagem da agência de notícias France Presse identificou que a
competição de fiéis entre a igrejas católicas e evangélicas na África é
bem semelhante com o que vem acontecendo na América Latina.
Na Angola 20 milhões de pessoas se declaram católicas, mas o número
de evangélicos tem crescido de forma impressionante, basta olhar na
capital e ver os megatemplos que estão sendo construído no país.
O discurso de prosperidade tem atraído a população carente que
sobrevive com menos de dois dólares por dia. “As igrejas recentes, como
as pentecostais, são as que têm mais êxito porque associam o
desenvolvimento espiritual e a prosperidade pessoal”, diz o pastor José
Evaristo Abias que é professor do Instituto Teológico Superior de
Lubango, região sul de Angola.
Ao oferecer a riqueza como dom de Deus, essas igrejas acabam atraindo
os fiéis católicos, mudança que para o padre Queiros Figueira, da
diocese de Viana, em Luanda, não tem tanta importância, já que esses
fiéis acabam retornando para a Igreja Católica.
“Estas igrejas atraem porque prometem muito. Mas também criam muitos
decepcionados e, quando as promessas não se cumprem, as pessoas voltam a
nossas igrejas”, disse.
Cultos superlotados
A Igreja Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo nasceu na Angola e afirma
que tem 800 mil fiéis naquele país. A sede do ministério foi inaugurada
em Luanda no ano passado com capacidade para receber 20 mil pessoas por
culto.
Um dos líderes desta igreja, o pastor Antonio Domingos Cabral, diz
que além dos cultos o ministério atua pela sociedade promovendo cursos e
realizando trabalhos sociais destinados a jovens, crianças e mulheres.
A África tem despertado a atenção de muitos ministérios brasileiros
que estão sendo enviando pastores e abrindo megatemplos como é o caso da
Igreja Universal do Reino de Deus que já possui 500 mil fiéis na Angola. Com informações G1.