sexta-feira, 15 de junho de 2012

Poluição sonora provocada por cultos evangélicos gera debate na Câmara de João Pessoa

Para tentar encontrar uma saída para as constantes denúncias contra templos evangélicos em João Pessoa, Paraíba, a vereador Eliza Virgínia (PSDB) realizou uma audiência pública com pastores e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam).
O tema principal foi a poluição sonora, pois é esse fator que tem feito com que os profissionais da Semam sejam acionados para verificarem os ruídos produzidos pelos cultos evangélicos.
“Nossa conversa pretende mostrar a situação de forma ordeira e pacífica. Igrejas vêm sofrendo com as visitas da Semam, que muitas vezes não são amistosas”, disse a vereadora que é evangélica. A proposta desse debate foi discutir com os interessados o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que trata sobre essa questão.
Para Eliza Virgínia trata-se de uma perseguição, pois bares e casas de shows não recebem denúncias. “As Igrejas têm a manifestação de fé resguardada por lei, com a proteção dos locais de cultos religiosos. Nós observamos que não existem denúncias de bares, shows e carros. A Igreja está sofrendo constrangimento, e esperamos conhecer as normas que regem esse tema”.
Representando a Semam, a funcionária Maria Aparecida Correia falou que as denúncias de poluição sonora acontecem porque o nível de decibéis permitido não é respeitado.
Ela disse também que as denúncias surgem para garantir a proteção acústica da população. “A própria sociedade está cobrando regularização dessas instituições”, afirmou.
André Batista, que também participou da mesa de debate, disse que a liberdade religiosa não pode ser violada, mas que os pastores precisam se enquadrar na Lei para que suas práticas não prejudiquem a população.
“A emissão de ruído acima do permitido por lei é maléfica não só para o aparelho auditivo, como também para todo o organismo humano. As pessoas que estão fora de determinados eventos estão protegidas da poluição sonora pela legislação. Sou favorável à manifestação de cultos religiosos, mas dentro das normas estabelecidas, mesmo porque as pessoas que participam dos eventos também sofrerão com os efeitos desse som acima do permitido”, disse ele.
Com informações Paraíba Agora